segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
OS MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA DA NATUREZA
Milhões de pessoas este mês vão assistir aos desfiles de Carnaval, ao vivo ou pela televisão. Escolas de samba levam meses se preparando para levar à avenida muita história, cores, alegria e, é claro, samba. Curiosamente, o casal mestre-sala e porta-bandeira – responsável por abrir o desfile de cada escola – não samba. Você já notou isso? O casal tem a honra de levar a bandeira.
O mestre-sala corteja sua parceira durante todo o desfile, reverenciando sua dama e, ao mesmo tempo, protegendo a bandeira. Os dois giram, rodopiam, dão meia-volta, enquanto o mestre demonstra respeito e reverência através de gestos e posturas.
Bem, muito já foi escrito sobre a origem deste importante casal. Historicamente, a tradição começou na época da escravidão, associada a danças e rituais dos orixás. Mas ouso dizer que há probabilidade de a origem mais remota ter surgido da observação das cortes realizadas pelas aves, tamanha é a semelhança.
Já pude observar bem de perto a corte e o ritual de acasalamento de várias espécies de aves, dentre as quais destaco o galo-da-serra (Rupicola rupicola), o tangará-dançador (Chiroxiphia caudata) e o cabeça-encarnada (Pipra rubrocapilla), no Brasil. E, na distante Austrália, presenciei ainda as evoluções da ave-do-paraíso-de-vitória (Ptiloris victoriae), chamada, em inglês, de victoria riflebird. Em todos os casos, não há como não ver semelhança com o cortejar do mestre-sala dirigido à porta-bandeira, durante todo o desfile de Carnaval.
Para as três espécies brasileiras, é bem verdade que são vários machos se apresentando, na tentativa de conquistar a fêmea. Os galos-da-serra até limpam o solo da floresta, preparando palcos de apresentação, um ao lado do outro. Já vi cinco galos se apresentando. Eles realizam movimentos circulares, exibindo principalmente as penas da cauda.
Os tangarás-dançadores também pousam num mesmo poleiro, formando um grupo de até sete machos. Um a um, eles se revezam na apresentação diante da fêmea, que só observa. Sem furar fila, eles seguem a sequência do poleiro: cada um canta e bate as asas freneticamente à sua vez. E o grupo pode repetir a apresentação toda até quatro vezes.
Já o cabeça-encarnada realiza sua dança pousado, deslizando sobre o poleiro, abrindo e fechando as asas e erguendo a cauda.
No caso da ave-do-paraíso-de-vitória, a semelhança é ainda maior. A dança do macho para fêmea lembra até os movimentos dos braços do mestre-sala (confira no vídeo abaixo, dos 19:30 aos 24:00).
O quesito mestre-sala e porta-bandeira é um dos mais importantes no julgamento de uma escola de samba. Chega a ser motivo da escolha de campeã, em casos de empate. Ao dar nota, os jurados analisam a característica da dança, a harmonia do casal e também a postura e a indumentária.
Criatividade, graça e leveza devem estar presentes na apresentação. Mas, por mais que se esforcem, homens e mulheres não conseguem se igualar às aves, pois, nelas, toda beleza, dança, cor e harmonia são naturais.
Se você pretende fugir do samba neste Carnaval, refugiado em alguma pousada do litoral, junto à Mata Atlântica, talvez encontre um dançarino da natureza ao caminhar na mata. Até o final de fevereiro, ainda é possível encontrar grupos de tangará, por exemplo, em rituais de acasalamento. Se tiver essa sorte, você vai notar outra semelhança: na corte das aves também se ostenta com orgulho um estandarte, embora invisível. É a bandeira da reprodução da vida.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
SEPARE O LIXO E ACERTE NA LATA
A Diretoria de Projetos Socioambientais da AESabesp investe na sustentabilidade e apóia a campanha do Ministério do Meio Ambiente - MMA, que visa preparar a sociedade brasileira para uma mudança de comportamento em relação à coleta seletiva do lixo, conscientizando sobre a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.
Luis Eduardo Pires Regadas
Diretor de Projetos Socioambientais
Diretor de Projetos Socioambientais
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
ILHAS DE BIODIVERSIDADE
A temática das florestas urbanas não ocupa lugar privilegiado junto aos estudos de biogeografia ecológica e conservação da natureza, apesar de serem ecossistemas atípicos, compostos pela interação entre sistemas e antropogênicos. Dessa maneira, o projeto de longo prazo Ilhas de Biodiversidade tem por objetivo realizar o diagnóstico ambiental, incluindo medidas de manejo ou mitigadora, dos remanescentes florestais do município de Franca-SP, tendo por base sua caracterização ecológica, potenciais pressões e levantamento da avifauna.
A diversidade da avifauna é uma indicação confiável da saúde e funcionalidade do fragmento florestal, constituindo um dos grupos faunísticos mais importantes em termos de bioindicação da qualidade ambiental, devido à facilidade de obtenção de dados em pesquisa de campo em curto espaço de tempo.
É inquestionável que a permanência e conservação de florestas urbanas nas grandes cidades constituem um indicador de qualidade de vida, urbanismo e respeito ao meio ambiente, sendo ecossistemas compostos pela interação entre sistemas naturais e antropogênicos, podendo ser definidas como todo remanescente florestal inserido em matriz tipicamente urbana, submetendo-se as pressões das cidades.
Baseando-se nos resultados das etapas de campo será elaborado um relátorio com possíveis estratégias de uso e conservação dos remanescentes florestais que oferecerá formas de disciplinar e incrementar o uso consciente de tais áreas, visando subsidiar um programa de Educação Ambiental integrado.
Identificar o estado de conservação e biodiversidade dos remanescentes florestais urbanos é o primeiro passo para determinar estratégias de conservação e viabilidade.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
URUBU-REI (SARCORAMPHUS PAPA)
Com (71-81 cm, macho 109%, 3,0kg, envergadura de 180cm) o urubu-rei ocorre em florestas densas e áreas abertas adjacentes, como campos, cerrados, caatingas, matas de galeria e pastos. Plana alto, localizando carcaças acultas nas florestas e também vigiando urubus do genero Cathartes, que as localizam primeiro através do olfato. Com seu bico forte, consegue rasgar o couro duro de mamíferos. Com isso, também ajuda a outros urubus de bicos menos possantes. Aproveita-se de animais atropelados ao longo de estradas e rodovias, ou afogados em grandes rios. Incuba de 1 a 2 ovos brancos em ninhos abandonados de gaviões ou diretamente no solo, entre sapopemas, escarpas rochosas em área florestadas ou em cavidades nas árvores. A despeito de seu tamanho, é subjugado pelo Coragyps quando estão entre grandes carcaças.
O Francaves possui um programa de monitoramento do urubu-rei. Esta pesquisa, de grande importancia para a Instituíção, tem como objetivo investigar a ocorrência do Urubu Rei (Sarcoramphus papa) na região de Franca e sul de Minas Gerais. Há pelo menos 05 (cinco) anos, o ambientalista do Francaves, Douglas Fernando vem acompanhando a vida destes animais na região. Já foram observados mais de 30 indivíduos diferentes em uma mesma área, o que justifica a importância de nossas pesquisas. O biólogo Cadu Amorim, que estuda a espécie ha algum tempo, acredita que temos muitas coisas por descobrir sobre a vida destes animais.
No último dia 05 de Janeiro de 2012 o Francaves teve uma nota científca aceita pela revista Atualidades Ornitológicas o artigo e o link do site.
Link: http://www.ao.com.br/
Foto: Douglas Fernando.
Foto: Douglas Fernando
Fonte: Fonte:- Guia de campo Avis Brasilis - Avifauna Brasileira
Assinar:
Postagens (Atom)














