quarta-feira, 19 de setembro de 2012
FRANCAVES RECEBE DOAÇÃO DE LIVROS
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
FRANCAVES NA EXPOVERDE 2012
Começa de 20 a 23 de setembro a 4ª Exporverde evento de negócios, com entrada gratuita e com uma ampla divulgação da mídia regional, onde expositores têm a oportunidade de expor sua marca, seus produtos e serviços. Visa a promoção de negócios, nos diversos setores da agricultura, como horticultura, fruticultura, floricultura, silvicultura e cultivo de grãos em geral e participações das ONG's de cunho ecológico da cidade, como os Institutos Ecológico Francaves. Além disso, oferecer cursos e palestras, aproximar produtores do público consumidor, promover o desenvolvimento da economia de base, criar novos mecanismos de comercialização e fomentar o turismo de negócios com certificado verde.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
ILHAS DE BIODIVERSIDADE EM FRANCA DO IMPERADOR
Islands of Biodiversity in Franca do Imperador
Islas de la Biodiversidad en Franca do ImperadorA cidade de Franca hoje é a maior área representativa para a Observação de Aves no nordeste do Estado de São Paulo. Nela possuem muitos interessados no assunto e alguns grupos de pesquisa e reunião em prol das aves. Tem também um professor Ornitólogo da faculdade local que também expõe suas pesquisas com elas. No município não existem mais áreas contínuas de mata Atlântica, mas é possível encontrar grandes fragmentos de cerrado. A formação e geologia do local hoje é uma planície rodeada por diversas serras. A sua área possui trechos com mais de mil metros de altitude, como é registrado na própria cidade de Franca.
Cidade de Franca (foto: Mogiana online)
Franca rural (foto: google)
O cerrado de Franca possui uma fauna bem variada. Centenas de espécies de peixes, uma vastíssima comunidade de aves: mais de 300 espécies vivem na região. Existem ainda populações de répteis, como lagartos e cobras, e mamíferos, como capivaras, macacos, pumas, tatus, quatis,veados,tamanduás, entre tantos outros animais. ![]()
Hydrochoerus hydrochaeris no corrego Cubatão (Jardim Amazonas)
Após anos de atividade econômica na região, a biodiversidade e paisagem são praticamente dizimadas, uma beleza selvagem há muito intocada. Campos abertos e limpos, rios, capões, cordilheiras, fazem parte deste mosaico. Nesses espaços diferenciados, existem fazendas de gado e café, mas o que predomina ainda é a monocultura da Cana-de-açúcar. Uma rica flora ainda é exuberante. Franca é uma região de clima quente durante a maior parte do ano. Porém o inverno costuma ser rigoroso, com temperaturas bem baixas.
Trecho de mata na cidade
Observação de aves
Quem conhece este pedaço de chão escondido, encontra uma cidade pacata e acolhedora. Na sua cidade é possível encontrar alguns trechos de mata que, mesmo citiados, ainda abrigam espécies de grande importância no cenário da ornitologia nacional, como misterioso caburé acanelado (Aegolius harrisii), encontrado pelo Ambientalista Douglas Fernando. Recentemente, como foi aqui divulgado, a também presença do Urubu Rei (Sarcoramphus papa), bem no centro da cidade, fotografado pelo Biólogo Cadu Amorim que guiava um grupo. Temos também o prazer de conviver, com o Grupo de Observadores da cidade, o Francaves que, hoje Instituto, apoia nossas pesquisas.
Parque Municipal
Ara ararauna no centro de Franca (foto: Douglas Fernando)
As matas do Jardim Amazonas, Recreio Campo Belo, Jardim Milena, Jardim Samelo, Jardim Noêmia, Jardim Brasilandia e zona rural nos convidam a um belo passeio. Nesta nossa saída de campo contamos com os pesquisadores Gustavo Garcia, Kelly Torralvo (IEFRA) e Marco Souto da ONG Reserva Natural, que atua também na região. Foi avaliado cada pedaço de mata existente nestes trechos e suas aves catalogadas pelo grupo local. Neste dia não foram observados exemplares de S. papa. A partir dai, diversificou suas atividades. Apesar de não dar continuidade ao Projeto nas matas, o grupo passou a atuar na área de turismo ecológico e pesquisa, dando apoio a projetos científicos e com Educação Ambiental enfocando sempre este tema de ilhas sitiadas de biodiversidade na proximidade de sua casa.
Ao fim de mais uma passarinhada, o grupo contabiliza as suas observações, anota todos os dados e os cataloga a fim de que possam ser dispostos para a população local conhecer a biodiversidade que está ao seu redor muita das vezes despercebida. |
Fragmento de mata
Fonte: Prefeitura de Franca / Mogiana On line / Douglas fotos / PUB / Reserva Natural
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
BIRDWATCHING NO RIO GRANDE
Birdwatching in Rio Grande
Observación de aves en Rio Grande
Observación de aves en Rio Grande
O pesquisador do PUB e dois Ambientalistas partiram para mais uma etapa da pesquisa em busca dos Urubus do Brasil. A meta era percorrer toda a extensão do Rio Grande no trecho de margem até Sacramento-MG. O meio de transporte utilizado na expedição foi a embarcação conhecida como voadeira, ou na região apenas denominada como canoa. Durante a expedição, Douglas Fernando guiou a equipe dos três aventureiros com o objetivo de revelar as belezas e a riqueza de fauna encontrada ao longo do rio, objetivando sempre a incansável busca pelos Urubus Rei.
Área do Rio Grande
Paisagem do Local, com o rio ao fundo
A equipe passou pelas gargantas, quênions e penhascos para conseguir a melhor imagem e foco além de dados sobre a ocorrência da espécie. O início das atividades aconteceu no Rancho de propriedade do Douglas, no Município de Ibiraci-MG, onde existe uma represa. As ações previstas para o dia de passarinhada terminou no encontro de uma das diversas baías formadas pela enchente da represa já próximo a localidade de Rifaina-SP.
Trecho de trilhas percorridas
A voadeira em área alagada
Para conhecer toda a mata ribeirinha foi necessário percorrer alguns trechos a pé. Isso aconteceu nas partes onde era possível entrar na mata impenetrável de encosta. Já em alguns momentos era possível atravessar áreas alagadas e penetrar em córregos e ilhas. Neste caso a voadeira era ancorada de maneira adequada possibilitando que a equipe retornasse quando necessário caso houvesse alguma emergência.
Trecho ingreme de mata (Registrando uma ave)
Trecho de mata fechada
Além do registro audiovisual e fotográfico, a equipe realizou um breve levantamento de todas as espécies que foram observadas nos diferentes trechos existentes ao longo do rio. Ao cair da tarde, se fez necessário retornar ao ponto de apoio como medida de segurança, pois o local é frequentado por pescadores exploratórios que poderiam causar algum dano a nossa equipe. Estas agressões se resumem a ameaças em favor das redes de espera que são deixadas de forma predatória, ilegais, que dificilmente são combatidas devido ao difícil acesso a região pelos órgãos competentes.
Trilhas nos córregos
Trilha no descampado
O ponto de maior importância foi o local da concentração de Urubus na região, uma área de difícil acesso que seria georeferenciada posteriormente pelo Ambientalista Leandro Borges, com o auxílio de aparelhos GPS. O mesmo grupo, com o apoio do IEFRA já havia estado na região, gerando um relatório completo com a exata finalização deste, culminando em uma publicação na revista Atualidades Ornitológicas.
Sarcoramphus papa (Foto: Willian Menq)
A metodologia que foi utilizada é simples, possibilitando que a equipe conheça profundamente a real importância dos Urubus Reis na região do Rio Grande. Desta forma será revelada a extensão percorrida pelos urubus próximo ao rio, bem como suas reais condições ambientais. Isso é fundamental para fomentar o debate sobre a preservação da bacia hidrográfica, propor ações preventivas e implantar medidas corretivas e de pesquisa.
Ponto fixo no fim de tarde, adoração a natureza.
Fonte: PUB / Governo de Minas Gerais / ICMBio / IBAMA / CEMAVE / Google / The Internet Bird Collection
Agradecimentos: Douglas Fernando, Willian Menq, Leandro Borges, Kelly Torralvo e Gustavo Garcia.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
BIRDWATCHING NO CERRADO
Birdwatching in the cerrado
Observación de aves en el cerrado
Conhecer o Parque Nacional da Serra da Canastra e seu entorno, no município de Delfinópolis, é uma viagem pitoresca. A começar pela estradinha de terra em Peixoto, subindo uma ladeira íngreme, lembrando em muito os Andes com seus abismos abruptos. Não fica muito distante em altitude da famosa cadeia montanhosa. Com construções isoladas típicas do interior mineiro, algumas até do século XIX, ligadas às antigas fazendas de café. Por esta rota passam exploradores que percorrem a região atrás de diversos tipos de aventuras.
Caracterização do local
No interior dos capões e matas ribeirinhas, quem visita começa a se familiarizar com as riquezas naturais da região. As montanhas com formações íngremes e de diversos formatos completam a beleza local. Ai neste ambiente é que se inicia o Parque Nacional. Um grande e extenso tabuleiro o destaca como uma linha natural que se costura com os atrativos turísticos disponibilizados em seu entorno. A biodiversidade encontrada no parque e na região é especialmente bela. Facilmente podemos observar papagaios, emas, veados, tamanduás e o raro Lobo Guará. Por meio das placas através da trilha principal, visitante é convidado a viajar pelo silencio natural e voar por seus belos campos sem sair do lugar.
Placas informativas no PARNA
A partir daí o visitante pode escolher a trilha mais leve, que é facilitada por poder fazê-la em seu automóvel ou caminhar até a nascente do Rio São Francisco. Mas, um dos ícones do parque, é chegar até a cachoeira Casca D’Anta. Porém hoje desviamo-nos um pouco desta rota original e descemos a serra rumo a Delfinópolis. Neste caminho podemos percorrer uma trilha que margeia a represa de Furnas, com todo o tempo do mundo para observar aves, espécies migratórias e as típicas de cerrado, chegando até o Rancho que é nosso ponto de apoio para descanso e planejamento da próxima rota. Lá é um local aconchegante e com uma boa infraestrutura. Andando pelo rancho podem-se observar as águas da represa, um lago e uma pequena mata ciliar. Para os mais entusiasmados existe a possibilidade de se praticar a natação (na represa ou em piscina artificial), jogar futebol ou vôlei. Mas desta vez optamos mesmo é caminhar pela mata e pelo cerrado que a cerca, num percurso total de cinco quilômetros.
Alipiopsitta xanthops
Heliactin bilophorus
Porphyrospiza caerulescens
Rhea americana
A região do Parque Nacional da Serra da Canastra integra também as rotas ambientais que reúnem as atividades turísticas, conhecimentos científicos e educação ambiental. O Projeto Urubu Rei, apoiado pelo IEFRA permite a leitura da ocorrência da espécie na região, que somado ao ecossistema, resulta em elevada biodiversidade.
São experiências diferentes que podem atrair públicos tão diversos como crianças, pesquisadores e turistas. Aves de diversas famílias podem ser observadas com um pouco de paciência e alguma técnica.
Birdwatching no cerrado
Birdwatching na mata ciliar
A intenção é observar aves e montar uma lista das aves encontradas. Assim, além de nosso lazer, temos a possibilidade de contribuir com o modo de visitação e de contemplação da beleza natural, trazendo conhecimento, experiência visual e o quão é importante preservar a natureza.
Creditos de Imagens: Leandro Borges, Douglas Fernando e Gustavo Garcia
Fonte: PUB/ ICMBio
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
BIÓLOGOS BUSCAM ESPÉCIES RARAS DE PÁSSARO NAS MATAS DE FRANCA
Seja sozinho ou em turma, carregando uma máquina fotográfica ou
apenas um binóculo, eles caminham pela mata fechada olhando sempre para o alto.
Estão à procura de pássaros, especialmente espécies raras. São os biólogos do
Instituto Ecológico Francaves, uma ONG ambiental de Franca. Além de praticar o
“birdwatching” (observação de pássaros, em inglês), e de publicar trabalhos
científicos em revistas da área, os biólogos “cultivam” três projetos, que
estão parados por falta de recursos. Eles ministram também curso para os
interessados em aprender técnicas de observação de aves.
Segundo o vice-presidente do Instituto Francaves, Gustavo Garcia Silva, uma das
técnicas de observação consiste em tocar um play back do canto do pássaro que
se quer observar para atraí-lo. “É uma técnica bem usada, mas às vezes pode
atrair o pássaro um pouco mais agitado do que o normal por ele sentir seu
território ameaçado por um rival.”
Para se observar um pássaro ao ar
livre não é necessário muita coisa. Basta um binóculo, uma câmera fotográfica,
vontade e paciência. Mas esse grupo que se conheceu ainda na faculdade levou
essa história mais a sério. O Instituto possui dez integrantes - sendo oito
biólogos - que, além de observar os pássaros na mata urbana, fotografam as
espécies e catalogam para um futuro guia de aves da região que aguarda verba.
Outro projeto da ONG parado leva
o nome de Ilhas da Biodiversidade, uma espécie de diagnóstico ambiental e
levantamento da fauna silvestre nos fragmentos de mata da área urbana do
município.
Segundo Gustavo, o terceiro
projeto do Instituto consiste em montar um observatório fixo para atender ao
público em atividades guiadas de “birdwatching” e educação ambiental. “Franca é
um ótimo lugar para se observar aves, por isso achamos necessário um
observatório que poderia ser colocado no Parque ‘Fernando Costa’, por exemplo.”
De acordo com a bióloga Kelly
Torralvo, a principal descoberta do grupo foi um ninho de urubu-rei
(Sarcoramphus papa) na Serra do Peixoto, no município de Capetinga-MG, distante
45 km de Franca. “Por ser uma espécie rara no perímetro urbano da região, esse
trabalho rendeu publicação científica na revista Atualidades Ornitológicas, em
2011.”
O grupo também foi responsável
por verificar nas matas de Franca uma espécie rara de ave no Brasil. É a
papa-lagarta-de-asa-vermelha (Coccyzus americanus), que só foi observada em
outros dois lugares do país. Ela vive mais na América do Norte, mas é uma ave
migratória. Outras espécies raras já observadas na região são o
tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata), a águia-chilena (Geranoaetus
melanoleucus) e o papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops).
Entre as espécies mais comuns na
região estão a siriema (Cariama cristata), a jandaia-de-testa-vermelha
(Aratinga auricapillus), o periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma) e o
sanhaçu-cinzento (Tangara sayaca).
Por vezes, o grupo costuma também
fazer observação de pássaros à noite com auxílio de uma lanterna. Essa
atividade visa encontrar aves de hábitos noturnos, como corujas.
CURSO
O curso de “birdwatching” tem duração de dois dias e é dividido em uma aula teórica e outra prática. Os biólogos do Instituto Francaves ensinam desde a manipular um binóculo, anotar dados do pássaro até fazer uma boa foto do pássaro. É cobrada apenas uma taxa simbólica para a confecção do certificado.
O curso de “birdwatching” tem duração de dois dias e é dividido em uma aula teórica e outra prática. Os biólogos do Instituto Francaves ensinam desde a manipular um binóculo, anotar dados do pássaro até fazer uma boa foto do pássaro. É cobrada apenas uma taxa simbólica para a confecção do certificado.
Pioneiros nestas iniciativas na
região, o Instituto Francaves promove ainda curso de fotografia ambiental e dá
palestras de educação ambiental para empresas ou escolas interessadas no tema.
SERVIÇO - O grupo possui um site
www.francaves.com.br e um blog iefrancaves.blogspot.com.br. Telefone: (16) 9195-4819 begin_of_the_skype_highlighting (16) 9195-4819 end_of_the_skype_highlighting
Os biólogos do Francaves Gustavo Silva e Kelly Torralvo e o estudante de biologia Felipe Baraldi praticam o “birdwatching” em mata próxima ao Franca Shopping
Fonte: Comércio da Franca
Foto: Oliver Moretto
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
INICIATIVA GLOBAL PARA OBSERVAÇÃO DE AVES
A Associação Brasileira de Observadores de Aves e da Iniciativa Global para Observação de Aves gostaria de convidá-los a integrar neste fim de semana o grupo de entidades que estarão a nível mundial promovendo simultaneamente a Observação de Aves em mais de 37 países.
É uma chance única de participar em conjunto com observadores do mundo todo da promoção e divulgação do Birdwatching, nos ajudem a tornar esta iniciativa um grande sucesso também aqui no Brasil. Por favor divulguem a informação para todos os interessados.
Para participar basta realizar qualquer atividade envolvendo a Observação de Aves, sozinho ou em grupos, seja ela em sua janela, em um quintal ou durante uma saída de campo. Tirar uma foto e postá-la no Grupo de Observadores no Facebook (http://www.facebook.com/groups/abroaves/) ou enviá-la para o email (abroaves@gmail.com) com as seguintes informações: Data e Hora, Local, Nº de Observadores, Instituição ... e se for do interesse "comentários".
Os dados e as fotos serão incluídos em um documento maior abrangendo todos os países participantes que deverá em breve estar disponível livremente para todos os interessados, e ajudarão a chamar a atenção da mídia mundial para a atividade.
Para maiores informações:-
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